Chibanço do Dia

sábado, 4 de julho de 2009

Saudades do Chaparral


OS VELHOS TEMPOS DO CHAPARRAL
Nostalgia. Recordar os bons velhos tempos. Recordar o passado. Reviver. Sorrir. Alegrar-se por uns intantes, num concelho que está impestado de aves raras. São pardais e pardalitas. São corujas e mochos. São falcões e corujas. Pintassilgos amarelos que ficam vermelhos. Arvelas. Melros. Gaios. Rolos. Pombos. E outras aves de rapina.
Se nos descuidamos, atrevem-se a fazer ninho nos nossos chifres. Vai lá vai...
Hoje estava aqui a majicar com o avô Bode, dos velhos tempos do Chaparral. Aqueles tempos em que nós ficavamos ali a pastar as ervinhas o dia inteiro e a observar os rapazes e as cachopas da escola. Sim, porque naquela altura as cachopas e os rapazes andavam em escolas diferentes. Não havia misturas!
Agora anda tudo à molhada e é aquilo que sabe.
Uma coisa é certa, a erva que se comia no Chaparral era de primeiríssima qualidade. E com um pouco de sorte ainda se namoriscava alguma Chibinha.
Mandaram o Chaparral abaixo. São poucos os glorianos que têm Chibos de raça.
Mas nós aqui vamos permanecendo, calmos e serenos, observando tudo o que se vai fazendo nas redondezas. Se for necessário, utilizaremos os chifres para dar algumas marradas.
Quanto à Cabra Selvagem, há quem diga que foi curtir a praia.
Sim porque esta cabra tem feito pela vidinha dela. O resto é conversa fiada.